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Tuesday, June 04, 2013

poesia ficù ficù psicologia

 «sonhei contigo
éramos um e eles olhavam-nos de soslaio
a tua bagagem era um trapo cheio de vincos e não tinha peso algum no peito
os dias passavam devagar e as palavras eram magnólias na estrada
o silêncio era um banco para dois
forrado a verdade
as cores e os cheiros eram outros
o sol não dormia e a pele gastava-se aos gritos
o que provocou isto?
uma maré de saltimbancos pessimistas
a lavoura não vai bem
muitos desejam as rosas fascinados pelo seu aroma, sua cor
ignoram os espinhos
tudo que posso fazer é despejar caraminholas no teu quarto de dormir para ver se assim desces do teu carrossel e me olhas
sonhei contigo
foi uma mini lua de mel
rápida
num castelo básico
deixou-me anos a alucinar como um cogumelo mágico
o menino da favela e a tampa da panela
sonhei contigo
ou então, não sonhei»

Amigo, tive mais um laivo de inspiração! Este foi dos melhores da minha vida. Mas por favor digam o que acharem! Estou a contar com vocês, pessoal, para corrigir possíveis errinhos. Queria mesmo levar isto para a frente, quizá lançar o livro. Já me vi muito longe de concretizar este sonho!1!!

Monday, April 01, 2013

Dia das Mentiras

Sol,
Solezinho.
Sozinho,
No céu azul.
Mais umas nuvens.
A pata,
Lá fora.
Brinca.
Sozinha,
mais um gato que se anda a passear.
No muro do quintal.

Monday, November 05, 2012

+ um dos meus poemas

Inverno

Que altura fantástica do ano!
Chuve!
Nevoeiro!
Ontem bem cedinho tinha metade da vista da janela do meu quarto tapada!
Fiquei maravilhada.

O frio
Que frio...

Passou agora o dia das bruxas.
Daqui a nada o São Martinho
Castanhas quentinhas e nada murchas!
Cheiro de castanhas assadas
E de relva molhada!
Toda a cidade mais limpa!
Daqui a nada o natal e o final de ano.
cheiro a lenha queimada

Andar com casacos, cachecois
e sem transpirar
No verão, caracois,
andamos sempre a suar

Não gosto é de apanhar molhas
como no outro dia em que me esqueci do guarda-chuva
Ver se não perco nenhum este ano
Andar com ele sempre a trás também chateia
Ia acontecendo no outro dia.
Tive sorte, fui encontrá-lo no mesmo sítio.

Gosto do inverno

Mas depois fico sempre a pensar nos animais abandonados
pessoas que andam na rua.
E penso nisto e fico deprimida
Dividida.
Ao menos no verão não apanhavam chuva.
Mas esta também é essencial  à agricultura!
E quando chove não é decisão minha
Portanto acho que posso ficar feliz.

O consumismo do natal.
No qual não quero entrar.
O stress da meia noite do novo ano.
12 passas, alguém beijar.
Bah
Ainda hei-de de a passar sem relógio usar.

Gosto do inverno.

É chato o anoitecer tão cedo.
Deviam mudar a hora ao contrário.
Não me importo quando o dia é cinzento.
E fico sempre feliz quando ao sol me sento.

Mas atenção leitores, atenção!
Estamos em 2012. 
Quem sabe, poderá o mundo acabar!