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Monday, April 01, 2013

Poema

Mudou a hora.
Os temas dos meus sonhos continuam os mesmos.
Revejo os últimos acontecimentos e sem querer parece que os somo para tentar perceber o futuro disto.
Chove a potes.
E eu não quero o futuro. Quero o presente. Quero que seja agora.
É páscoa.
Um almoço de cabrito, como manda a tradição. Talvez alguém ao terceiro dia tenha dito "Que venha o cabrito, estou cheio de fome."
Muda a hora.
Mas talvez nunca venha a ser.
Talvez eu tenha deixar de ser mistério para qualquer outra coisa acontecer.
Olho a luz a rua e sinto-me nas seis. Mas o relógio diz que passam as sete, o jantar quase a chegar e tanto filme tenho ainda para ver.

Wednesday, January 09, 2013

po ema

pa ra ti que não voltas te
e eu que tanto estive à es pera -
ouve um erro -
por que tu percebes te mal.
es tou há 5478 minutos à es pera
que o tele fone toc.


há alguma imagem suficientemente boa para aquilo que eu acabei de escrever?
há, respondeu o professor de psicologia, esta:


Sunday, November 18, 2012

As máquinas (por Criatura Mistério)

As máquinas caem ao chão
logo após a compra.
Ainda temos o talão
para as devolver
caso fiquem danificadas devido ao impacto.

Um monitor que eu comprei
já estava a ligar os cabos
caiu-me ao chão
passou por trás da secretária.

A cafeteira
nem sei como,
que é tão grande,
mas também já me caiu ao chão.

A minha máquina fotográfica
emprestei-a a um amigo para tirar uma foto
mãos de manteiga
deixou-ma cair
só que por sorte tinha posto o fio à volta da mão.
De qualquer forma era nova
ainda tinha o talão.

Mas outra máquina que tinha antigamente
estava a passar as fotos para o computador
tropecei no cabo usb
caiu-me a máquina ao chão
e essas fotos fiquei sem elas, chapéu!

Telemóveis, por exemplo,
também estão sempre a cair ao chão.

Uma pessoa arrelia-se
quando as máquinas caem ao chão
mas se não se partirem até dá gozo.

Thursday, May 31, 2012

uma centena de posts

Olá tenho andado muito ansiosa mas decidi que hoje tinha mesmo que fazer o post prometido da surpresa. è uma das minhas poesias para celebrar 0 nº 100. cá vai disto:


noites assim I

pousada no balcão.
as mãos que me tinham tocado
deixaram impressões gordurosas na minha superfície vítrea.
o álccol vai evaporando em mim 
e entre nós não escorre 
saliva.
como eu gostava de te poder dizer:
Pssstt, não abras os olhos, percorre-me com um beijo molhado, bebe-me até à ultima gota.
...

mas tu nem sabes
porque me dói isto?,
tenho é que encarar a realidade, longe da vista longe do coração,
ou qualquer coisa assim do género.
bazaste.
dize-me com franqueza
o que não há mim que tu encontras nela?
Pisang Ambom??
e já não há nada a fazer, escoo.

mas que sei eu?, sou apenas Afrodite.

criatura mistério


digam o que acharam, é muito importante para mim. até mais ver.