Mudou a hora.
Os temas dos meus sonhos continuam os mesmos.
Revejo os últimos acontecimentos e sem querer parece que os somo para tentar perceber o futuro disto.
Chove a potes.
E eu não quero o futuro. Quero o presente. Quero que seja agora.
É páscoa.
Um almoço de cabrito, como manda a tradição. Talvez alguém ao terceiro dia tenha dito "Que venha o cabrito, estou cheio de fome."
Muda a hora.
Mas talvez nunca venha a ser.
Talvez eu tenha deixar de ser mistério para qualquer outra coisa acontecer.
Olho a luz a rua e sinto-me nas seis. Mas o relógio diz que passam as sete, o jantar quase a chegar e tanto filme tenho ainda para ver.